Planta originária do sudoeste do Estados Unidos. Pertence a Ordem 2 Coniferae
(Pinales) Família Pinaceae Gênero Pinus Espécies
Pinus elliottii L. Pinus Taeda.
Além da celulose, o pinus é fonte de tábuas para construção, caixotaria, móveis e resina (aromatizante e cola breu). Resíduos da produção industrial da celulose são direcionados para energia, biofertilizantes e fibrocimento.
A área de plantio no RGS é de 150 mil hectares e no Brasil 1.8 milhões de hectares. O consumo de madeira (pinus sp. e eucalyptus sp.) no segmento papel e celulose, em 1.000 m3, foi de 21.500 em 1990 e de 43.000 em 1998.
A celulose é obtida do lenho da árvore em processo industrial.
A obtenção da celulose das árvores para fazer papel
é recente. Foi apenas na primeira metade do séc. XIX que
inovações tecnológicas permitiram seu uso (Ver
mais ...). No Rio Grande do Sul substituiu a araucária. As
fibras do pinus, dentro da categoria das lenhosas, são resistentes
e longas:de 2 mm a 5 mm. A pasta química, branqueada ou não,
serve para diversos usos tais como sacos, envelopes e embalagens fortes,
papel filtrante para filtros de café e papel para base adesiva,
celulose para absorventes femininos e fraldas descartáveis.
Na reciclagem artesanal usamos na pesquisa o descarte industrial ou doméstico de filtros de café (papel filtrante) produzidos e fornecidos pela Celupa (Guaíba – RS). O papel resultante foi aplicado em luminárias, blocagem e cartonagem.
A pesquisa foi iniciada em 1995 na Usina do Gasômetro, por Celina
Cabrales e Josmeri Pergher Puhl, a convite do atelier de design de Heloisa
Crocco e com o apoio da Celupa. Buscou recuperar a expressividade dos
elementos vegetais do pinus, integrando-os no próprio papel exclusivamente
de celulose de pinus, em uma padronagem harmoniosa com a desenvolvida
pela designer em seu trabalho. A aplicação combinada em
produtos desenvolvidos por ela, constituiram a coleção Pinus+,
a primeira parceria do papel artesanal com a pesquisa em design no Rio
Grande do Sul, divulgada no Centro Cultural de Gramado e em Hanoover,
em 1996.
Espaços de produção de papel artesanal se beneficiaram desta pesquisa, como a Cia do Papel, de Cachoeira do Sul - RS, que passaram a incorporar este trabalho de inclusão de elementos expressivos da árvore na sua padronagem de papel, comercializados na rede Personal Paper.
Em 2000 Celina Cabrales participou com esta pesquisa na publicação Papel, Emoção e História, da ABTCP.
Em 2003/2004 a pesquisa fundamentou a capacitação que realizamos de uma professora responsável pela Oficina de Reciclagem Artesanal da Fábrica Cambará S.A.
Em 2005 a pesquisa foi apresentada em exposição e palestra-laboratório no evento Papel-Brasil feito à mão na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ver mais ...) e na Feira de Atividades Educativas do Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania DiadeSol.