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PROJETO PAPEL SOCIAL
Celina Cabrales

1. Dados gerais
Início em agosto de 2001, por iniciativa da Usina do Papel junto ao Fórum de Políticas Sociais da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (PMPA).

Atende jovens a partir dos 16 anos, oriundos da Escola Porto Alegre (Centro), Escola Municipal Afonso Guerreiro Lima (Lomba do Pinheiro), Escola Municipal Liberato Salzano(Sarandi) Associação da Comunidade do Campo da Tuca (Partenon), Organização de Mulheres Negras Maria Mulher (Cruzeiro), Centro Comunitário do Parque Madepinho (Cavalhada). Cada local de origem tem uma oficina de reciclagem instalada, educador com disponibilidade para acompanhamento e compromisso em multiplicar os conhecimentos adquiridos, constituindo-se como Núcleo de Produção.

Cada local realiza oficinas de interesse regulares para oportunizar vivência anterior e a adequada indicação de bolsistas, em número a ser compatibilizado com a quantidade de bolsas disponibilizadas pela SMIC.

Já foram atendidos 72 jovens.

2. Órgãos e entidades envolvidos
Secretaria Municipal de Cultura SMC, Departamento Municiapl de Limpeza Urbana DMLU, Secretaria Municipal de Meio Ambiente SMAM, Secretaria Municipal de Indústria e Comércio SMIC, Secretaria Municipal de Educação SMED, Fundação de Assistência Social e Cidadania FASC, Organização de Mulheres Negras Maria Mulher, Associação da Comunidade do Campo da Tuca e Coletivo de Produtores de Papel Artesanal (COPPAS).

3. Programa Pedagógico Integrado
Os jovens bolsistas do Projeto Papel Social são selecionados em suas comunidades e por 10 meses freqüentam a Usina do Papel duas vezes por semana para formação. Os educadores das diversas Secretarias e da Associação, envolvidos com a aprendizagem dos jovens do Projeto, integram atividades planejadas de gestão ambiental, gestão de produção e comercialização, cidadania, técnica, cultura e arte do papel. Realizam também acompanhamento e avaliação conjunta do aproveitamento dos mesmos.

Na programação são previstas visitas a cinema e museus, viveiro municipal, biblioteca pública, aterro sanitário, galpão de reciclagem, oficinas de papel artesanal, e saídas de confraternização.

Outras abordagens também foram incluídas no programa: oficinas com o artista plástico Gustavo da Liña resultaram em exposição de papéis artesanais apropriados pela pintura; oficinas múltiplas resultaram em livros artesanais que posteriormente foram publicados em um livro com tiragem de 1.000 exemplares sob o título de Sobre o Papel.

Oficinas complementares de cartonagem permitiram que os jovens aproveitassem criativamente seu papel aplicando-o em produtos, elevando o retorno financeiro, além de abrir novos mercados e revelar talentos.

Aos jovens com interesse a aptidão buscou-se ampliar as atividades de formação como oficineiros. Alguns se sentem bastante vocacionados a transmitir a outros seus conhecimentos de forma continuada, e todos gostam de fazê-lo eventualmente.

4. Acolhimento na Associação de Artesãos
Uma vez egresso do projeto, o jovem tem a opção de integrar-se à associação Coletivo de Produtores de Papel Artesanal onde continuará, com o apoio dos artesãos independentes, seu processo de formação no trabalho, dando continuidade a sua produção nos equipamentos de origem e na Usina do Papel.

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